sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

três e vinte .

Tá pesado, ta bem pesado. Ta ruim, saudades das brigas, dos dias que só de lembrar que eu tinha que voltar pra casa me doía, e hoje estar longe me dói tanto. Não sei porque, mas eu sempre soube que era a parte mais errada e mais certa da família, meus erros sempre uniam todos, tanto pra rir quanto pra chorar. Nós sempre fomos um tanto diferentes das outras famílias munidas de : pai mãe e filhos em grau de idade estudados. NÃO, nós eramos intensos, tanto em apoiar a idéia de a cada ano um padrasto, quando com a idéia de hoje eu ter ele como meu pai. Mas não mãe, tu sempre vai ser a pior melhor mãe do mundo, eu já errei TANTO contigo, e pra ti eu sempre vou ser o teu primeiro erro, mas dizem que : (o primeiro erro a gente nunca esquece.) TOMARA. Porque apesar de todas a diferenças de nós duas, hoje eu sinto como se eu tivesse errado em algum parte desse vai e vem que nós nos tornamos. Cade aquela casa que quando em harmonia era o melhor lugar do mundo? cadê as piadas, a trupe reunida pra ver filme, cadê os meus amigos vindo almoçar-posar-jantar-fumar lá em casa? cadê a minha irmã? que mesmo sendo totalmente o oposto de mim, SEMPRE combinou perfeitamente com tudo que eu fazia, mesmo ela que sempre tão distante; hoje parece mais longe ainda. O mano, que sempre vai ser meu, me sinto mal porque parece que eu deixei ele sozinho, eu tenho tanto ainda pra dizer pra ele. Mas hoje, em mais uma crise de choro, a coragem de ligar e mudar tudo isso não veêm, pois tirando tudo isso, e a minha cuca sempre pesada: eu to bem. Ele me faz bem.

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